sexta-feira, 17 de fevereiro de 2012

Lei da Ficha Limpa: O Brasil está mais leve!

segunda-feira, 16 de janeiro de 2012

Quintais produtivos dão sustentabilidade ao programa Flores da Bahia


Rosas, gérberas, copos de leite, áster, crisântemos e murtas vão embelezar mais ainda os quintais das famílias de Maracás e Barra do Choça, referências quando o assunto é floricultura. O potencial produtivo das cidades será aproveitado para revitalizar e ampliar o Programa Flores da Bahia, lançado em 2003. A ideia é fornecer capacitação e mudas para quem possui espaço e cisterna, aumentando assim o abastecimento do mercado, e a renda dos futuros pequenos produtores.

O projeto piloto, batizado de Quintais Produtivos, foi apresentado pelo secretário da Agricultura (Seagri), engenheiro agrônomo Eduardo Salles, neste final de semana, em Maracás, e deve aproveitar a estrutura e logística da cooperativa. O tom da conversa com o vice-prefeito Paulo dos Anjos, a coordenadora do programa, Cristiane Novaes, e técnicos da Empresa Baiana de Desenvolvimento Agrícola (EBDA) foi trabalhar de forma integrada, buscando cadastrar, selecionar, capacitar os interessados para a coleta e preparo de buquês.

De acordo com o diretor de Desenvolvimento da Agricultura da Seagri, Almeida Júnior, a escolha de iniciar o projeto em Maracás se deve a toda cadeia produtiva local ser amarrada, desde a assistência técnica até o envolvimento dos agricultores familiares. “A Bahia tem um mercado ainda a ser explorado, já que produzimos apenas 30% das flores subtropicais que consumimos. A experiência exitosa de Maracás precisa ser replicada em outros municípios integrantes do Flores da Bahia", afirma.

Para a coordenadora do Flores da Bahia, Cristiane Novaes, o pioneirismo do município e engajamento dos governos fez do projeto um modelo a ser seguido. “Dos nove polos de produção, somos o único que evoluiu. Iniciamos com 25 famílias e hoje já alcançamos mais de 400 produtores. Muitos jovens se capacitam e se qualificam, e daqui montam em suas propriedades a réplica do projeto, se inserindo na atividade produtiva”, explica.

“A plantação de fundo de quintal é uma estratégia para abarcar ainda mais famílias carentes. O projeto estimula a participação de donas de casa e jovens, que têm na atividade além de uma terapia, um complemento da renda familiar”, destaca o vice-prefeito, Paulo dos Anjos.

Com investimentos de mais de R$ 1 milhão para cada projeto, o novo modelo pretende transformar os polos, com aptidão florífica, em centros produtores de mudas. Segundo o secretário Eduardo Salles, a intenção é trabalhar, principalmente, com mulheres e jovens, operacionalizando uma sustentabilidade ao projeto.

“Queremos diminuir a muleta do Estado e da prefeitura. Vamos fomentar a criação de mudas, difundir tecnologia e instigar a instalação, dentro da comunidade, de pequenos packing houses (estruturas beneficiadoras da flor)”, disse. Salles informou que os pequenos produtores terão no centro distribuidor de Narandiba, em Salvador, uma alternativa para escoar a produção.

Fonte:
Secretaria da Agricultura, Irrigação e Reforma Agrária (Seagri)
Assessoria de Imprensa
Fones: (71) 3115-2737 / 2767 / 2794
Site: www.seagri.ba.gov.br
E-mail: imprensa@seagri.ba.gov.br

domingo, 1 de janeiro de 2012

O que esperar de 2012?


Depois de um ciclo de 60 anos onde as grandes obras de construção das Usinas Hidroelétricas impulsionaram o crescimento da região (estima-se em mais de 30 bilhões de Reais investidos pelo Governo Federal através da CHESF) o que um dia foi um canteiro de obras perdido no meio do nada, às margens do rio São Francisco, Paulo Afonso transformou-se numa bela cidade, uma das mais belas da Bahia, com um comércio forte, entreposto regional de serviços nas áreas da saúde, educação e influência política, comercial e econômica num raio de 200 quilometros.
E cheia de problemas: populações, principalmente da periferia, sem direito aos serviços básicos e essenciais de saúde, educação, moradia, água e esgoto, urbanização, iluminação pública, segurança e transporte. Para muitos ainda é negado o direito de ser cidadão. É triste constatar, mas a menos de 10 km do complexo hidroelétrico da CHESF, pessoas, em pleno século 21, ainda passam fome ou vivam a mendigar um carro pipa com água. Muito pouco tem sido feito para se diminuir o abismo social e econômico existente entre os que podem, mas não querem e aqueles que muito necessitam e não podem. Aqueles que no passado deram as suas vidas para construir a “Redenção do Nordeste” hoje encaram a realidade de verem os seus filhos e netos sem perspectivas, muitas vezes entregues ao ócio, a violência, a prostituição e às drogas.
Faltam políticas públicas consistentes de desenvolvimento sustentável. Sejam para a zona urbana ou zona rural. Para o comércio, indústria, serviços ou agropecuária. Falta-nos uma política de atração de empreendimentos, de apoio ao comércio e às atividades industriais, de fortalecimento da agropecuária. O turismo ainda não se consolidou como alternativa econômica seja por falta de continuidade nas ações de promoção e marketing do turismo de aventuras e lazer, seja pela falta de planejamento para a visitação do canyon, das cachoeiras e hidroelétricas ou pelo descaso na manutenção e conservação dos monumentos e atrativos.
Como contraponto, a nossa agropecuária que sempre foi de subsistência, já sofre as influências positivas das políticas publicas de fortalecimento da agricultura familiar capitaneadas pelo Governo do Estado e pelo Governo Federal. Cadeias produtivas aqui se instalam e comprovam o semi-árido como uma proposta viável. Sol o ano todo, água em abundância, terras relativamente baratas, podem nos tornar em breve num celeiro de produção, principalmente de frutas, verduras e hortaliças, através da irrigação, e na produção de proteína animal, seja ela de carne caprina, ovina, da piscicultura e na produção de mel. Capacitação aliada à tecnologia, crédito assistido, assistência técnica e organização do setor, valorizando o nosso homem e mulher do campo, dando-lhes a oportunidade de produzir, de em grupo agregar valor aos produtos e integrar as cadeias produtivas, agroindústrias e base de serviços. Através de políticas públicas como o Programa de Aquisição de Alimentos (PAA) e o Programa da Alimentação Escolar (PNAE) a garantia da comercialização a preço justo. É o “campo” mais uma vez que fará a diferença, produzindo alimentos, gerando riquezas, incluindo famílias na economia local, gerando empregos na zona rural e na zona urbana, oportunidades de trabalho para muitos e desenvolvimento sustentável.
Neste inicio de ano, como em todos os outros anos, nós costumamos desejar que as amarguras do ano que acabou fiquem para trás e, que o novo tempo traga para todos nós a realização dos nossos sonhos. Entendo que mais do que se desejar votos de Feliz Ano Novo, devemos também estar dispostos a escrever a nossa própria história e definir o nosso destino.
Como acontece a cada quatro anos, este ano teremos novamente eleições municipais para Prefeito e para Vereadores. É tempo de se avaliar o que foi prometido e não cumprido. Com os nossos votos podemos optar entre a continuidade de uma política que se preocupou tão somente em embelezar a cidade, esquecendo-se do seu povo que sofre e mendiga uma oportunidade de cidadania ou, se quisermos, poderemos optar por uma proposta onde o ser humano esteja acima dos interesses políticos e econômicos e que, efetivamente, acredite e incentive as vocações e potencialidades deste pedaço de sertão: a agricultura irrigada, a piscicultura, a caprinovinocultura, o turismo e o fortalecimento do entreposto comercial e de serviços.
Depende de nós.
Feliz 2012 com muita paz, saúde, prosperidade e desenvolvimento com justiça social.

quarta-feira, 28 de dezembro de 2011

Feliz 2012 ! !


"Haverá sempre esperança de paz na Terra
enquanto houver um semeador semeando trigo
e um padeiro amassando e cozendo o pão,
enquanto houver a terra lavrada e o
eterno e obscuro labor pacífico do homem,
numa contínua permuta amistosa dos campos e das cidades."
Cora Coralina, em Pão-Paz, do livro Melhores Poemas

sábado, 24 de dezembro de 2011

Feliz Natal

sábado, 15 de outubro de 2011

Deputado Mário Negromonte Jr solicita ao DNIT melhoramentos na BR 110


O Deputado Mário Negromonte Jr esteve nesta quarta feira 13/10, com o Superintendente Regional do DNIT – BA, Dr. José Lúcio Lima Machado, solicitando a recuperação e demarcação da malha asfáltica da BR 110 no trecho que liga Ribeira do Pombal a Paulo Afonso.
Esse subtrecho, que é importantíssimo para a região, já apresenta diversos buracos apesar da recente recuperação, o que vem causando prejuízos aos usuários que ali trafegam. Diante da solicitação do deputado, o superintendente telefonou para a empresa Delta, responsável pela recuperação do subtrecho Jeremoabo – Paulo Afonso, para que fossem tomadas providências com relação a presença dos buracos o mais rápido possível.
Outra questão abordada por Mário Jr nessa reunião foi a situação do subtrecho que liga Jeremoabo a Ribeira do Pombal, que vai da BR 110 ao entroncamento com a BR 410. A obra naquele local foi interrompida e trata-se do ponto crítico no que diz respeito à quantidade e ao tamanho dos buracos, inclusive provocando diversos acidentes. Diante disso, o Superintendente apresentou ao deputado o Diário Oficial de 29 de setembro desse ano, no qual está publicado o aviso de licitação para selecionar a empresa que executará os serviços nesse subtrecho, o que demandará ainda de 30 a 60 dias para que seja efetuado esse procedimento, mas a pedido do deputado, ele telefonou para a Paviservice, que era a empresa responsável pela obra no local, marcando uma reunião para a próxima semana com o objetivo de buscarem uma solução para esse problema, enquanto a obra de recuperação que será licitada não é iniciada.

sábado, 8 de outubro de 2011

Descaso com a BR 110


Do município de Ribeira do Pombal até o Assentamento Caritá, em Jeremoabo, são 98 km da BR 110 em péssimo estado de trafegabilidade. No trecho Jeremoabo a Paulo Afonso não existe sinalização vertical nem horizontal. Pista sem acostamento, sem sinalização, buracos, trechos intrafegáveis... E olha que este trecho da BR 110 foi reconstruído há menos de um ano. A obra sequer foi inaugurada e já está imprestável. Triste realidade que vem se arrastando ao longo dos últimos anos.

Quebra de suspensão, pneus furados e gastos com a manutenção dos veículos fazem parte da triste realidade enfrentada pelos que diariamente precisam trafegar pelo nordeste baiano em busca de seu sustento. As dificuldades enfrentadas pelos sertanejos desta região vão desde a falta de segurança em se trafegar, seja durante o dia ou à noite, até o aumento dos custos dos produtos aqui produzidos ou que vem de outras regiões para abastecer o mercado regional. Sem contar o prejuízo para o setor de turismo. E pior, por conta das péssimas condições da estrada não são raros os casos de vidas que se perdem por conta dos constantes acidentes.

Perdem-se além de recursos, negócios, oportunidades e tempo. Uma viagem entre Paulo Afonso e Ribeira do Pombal (185 km), que tinha uma duração média de 2 horas, hoje não é feita em menos de três horas. Isso se o carro não quebrar ou não estourar um pneu por conta dos incontáveis buracos.

Está mais que na hora de juntar vereadores, prefeitos, movimentos sociais, sociedade civil organizada, cidadãos e cidadãs, independentemente de cor ou sigla partidária, e exigir do DNIT / Ministério dos Transportes um tratamento digno e adequado para a nossa região.